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| Imagem: http://www.marginalboundaries.com/wp-content/uploads/The-American-Dream.jpg |
Considero os EUA como dois países distintos: um país
que é vendido pelo mesmo, mas este é apenas para os ricos (1% da população). E
o outro EUA, que é o verdadeiro EUA, um país rico, mas totalmente desigual, em
que oportunidades não são para todos. Um país com o povo sem voz e sem
representação política. Com um sistema político que beneficia a elite
americana, a pobreza e a desigualdade social no país é profunda e a cada dia só
aumenta. Mais de 41 milhões dos americanos vivem abaixo da linha da pobreza, e
a classe média quase não se distingue daqueles que o censo chama de “pobres”.
O sistema de saúde, - que aqui não é universal - e a educação, onde o sistema de ensino superior é pago e desregulamentado, são regidos pelo capital em sua forma mais predatória. A riqueza, por aqui, é o fator X para se ter saúde, educação e outros direitos sociais; para os americanos ela garante rendimentos para pagar uma melhor educação e conseguir melhores oportunidades que possa servir para as suas famílias conseguirem a tão sonhada mobilidade social e ter uma vida digna. Outra coisa que pude observar é que o apartheid social é intenso por aqui. A divisão entre negros e brancos é facilmente percebida. As cotas por aqui são ilegais, pela suprema corte federal americana. A universidade americana não é pintada de povo e está longe de ter seu acesso democrático. O capital deu seus frutos por aqui e gerou uma sociedade racista, machista e sem democracia. O sonho americano desse lado de cá, não passa apenas de uma ilusão.
O sistema de saúde, - que aqui não é universal - e a educação, onde o sistema de ensino superior é pago e desregulamentado, são regidos pelo capital em sua forma mais predatória. A riqueza, por aqui, é o fator X para se ter saúde, educação e outros direitos sociais; para os americanos ela garante rendimentos para pagar uma melhor educação e conseguir melhores oportunidades que possa servir para as suas famílias conseguirem a tão sonhada mobilidade social e ter uma vida digna. Outra coisa que pude observar é que o apartheid social é intenso por aqui. A divisão entre negros e brancos é facilmente percebida. As cotas por aqui são ilegais, pela suprema corte federal americana. A universidade americana não é pintada de povo e está longe de ter seu acesso democrático. O capital deu seus frutos por aqui e gerou uma sociedade racista, machista e sem democracia. O sonho americano desse lado de cá, não passa apenas de uma ilusão.
Meu texto original publicado em: UJS Pernambuco


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